Rei do Pop é o sexto artista a alcançar o topo postumamente; impulsionado pela cinebiografia “Michael”, ele acumulou 161,2 milhões de streams nos EUA, 93,4 milhões de impressões em rádio e emplacou seis músicas na Hot 100.
Quase duas décadas após sua morte (2009), Michael Jackson lidera a parada Billboard Artist 100 pela primeira vez. A Artist 100, lançada em 2014, classifica os principais artistas dos EUA com base em streaming, execuções em rádio, vendas de álbuns e vendas de faixas. O feito foi impulsionado pelo sucesso contínuo da cinebiografia “Michael” (estreia em abril de 2026), que reacendeu o interesse mundial em seu catálogo.
Na semana de monitoramento de 8 a 14 de maio de 2026 (dados da Luminate):
Streaming: 161,2 milhões de streams oficiais sob demanda nos EUA – terceiro maior total da semana, atrás de Drake (248,6 milhões) e Morgan Wallen (201,4 milhões).
Rádio: 93,4 milhões de impressões de audiência – oitavo maior número, atrás de Bruno Mars, Taylor Swift, Justin Bieber, entre outros.
Vendas de álbuns: 46.000 cópias vendidas – segundo maior total, atrás apenas de CORTIS (86.000).
Vendas digitais de músicas: 20.000 downloads – empatado como segundo maior.
Na Billboard Hot 100, Jackson emplacou seis músicas simultaneamente – seu maior número na história da parada:
“Billie Jean” (15º lugar)
“Human Nature” (21º)
“Beat It” (29º)
“Don’t Stop ‘Til You Get Enough” (36º)
“Dirty Diana” (44º, reentrada)
“Rock With You” (47º, reentrada)
Além disso, “Billie Jean” alcançou o 1º lugar na Billboard Global 200 pela primeira vez, tornando-se a música mais ouvida do mundo na semana. Jackson também colocou seis álbuns na Billboard 200: Thriller (5º), Number Ones (6º), The Essential Michael Jackson (83º), Off the Wall (93º), Dangerous (135º) e Xscape (192º, retornando).
APROFUNDAMENTO – O IMPACTO DA CINEBIOGRAFIA E O CLUBE DOS ARTISTAS PÓSTUMOS NO TOPO
O fator “Michael” (o filme)
A cinebiografia Michael (dirigida por Antoine Fuqua) estreou em 23 de abril de 2026 e já arrecadou mais de US$ 500 milhões mundialmente. O filme cobre a carreira do cantor até 1988, com ênfase nos álbuns Off the Wall, Thriller e Bad. A exposição em salas de cinema levou o público – especialmente a Geração Z, que não viveu o auge do artista – a redescobrir seu catálogo. O fenômeno é semelhante ao que aconteceu com Queen após Bohemian Rhapsody (2018) e com Elvis Presley após Elvis (2022), mas com uma diferença: Michael Jackson nunca havia liderado a Artist 100, mesmo estando elegível desde 2014.
Os números recordes no streaming e nas vendas
Os 161,2 milhões de streams representam um aumento de 6% em relação à semana anterior (já alta). O total de 46.000 álbuns vendidos é o maior para Jackson desde a semana de seu falecimento em 2009 (quando as vendas físicas eram maiores). A volta de Thriller ao Top 10 da Billboard 200 (5º lugar) é notável: o álbum foi lançado em 1982 e ainda é um dos mais vendidos de todos os tempos. A reentrada de Dirty Diana e Rock With You na Hot 100 – canções que não apareciam na parada há anos – mostra o alcance do fenômeno.
O impacto sobre os Jacksons (banda)
O grupo The Jacksons (formado com seus irmãos) também se beneficiou: reentrou na Artist 100 na 98ª posição na mesma semana. Isso indica que o interesse em Michael se estende ao trabalho coletivo da família.
O que esperar das próximas semanas
Com o filme Michael ainda em cartaz (até junho, pelo menos) e a Copa do Mundo de 2026 se aproximando (possibilidade de uso de “Billie Jean” ou “We Are the World” em transmissões esportivas), os números de Jackson devem continuar altos. A Sony Music já anunciou uma edição de luxo de Thriller 40 (na verdade, para 44 anos) e um álbum ao vivo remasterizado da Bad World Tour. Se confirmado, Jackson pode manter a liderança por mais semanas.
Fonte: Billboard (Xander Zellner) – 23 de maio de 2026 (adaptado para Rolling Stone Brasil)