SUCESSÃO NO PARANÁ ENTRA EM FASE DECISIVA E AMPLIA PRESSÃO SOBRE RATINHO JUNIOR
Desistência do governador da corrida presidencial, saída de Curi para o Republicanos e filiação de Moro ao PL redesenham tabuleiro a seis meses da eleição.
Com o fim da janela partidária e da desincompatibilização em 4 de abril, o Paraná entrou na fase decisiva da sucessão estadual. A principal incógnita continua sendo o nome que terá o apoio do governador Ratinho Junior (PSD) ao Palácio Iguaçu. A demora na definição, porém, já produziu efeitos na base governista: Alexandre Curi (presidente da Assembleia) deixou o PSD e se filiou ao Republicanos em 1º de abril, oficializando sua pré-candidatura. Rafael Greca foi para o MDB, e Guto Silva também se colocou no jogo, enquanto Eduardo Pimentel recusou disputar o governo.
Do lado de fora da base, Sergio Moro deu um passo decisivo ao se filiar ao PL em 24 de março. Pesquisa AtlasIntel divulgada em 2 de abril mostra Moro liderando todos os cenários de primeiro turno com vantagem superior a 20 pontos percentuais, além de vencer todos os segundos turnos simulados. No Norte Pioneiro, o prefeito de Jacarezinho, Marcelo Palhares, desistiu da candidatura a deputado estadual e decidiu permanecer na prefeitura, desmontando a articulação regional que vinha sendo construída em torno de seu nome.
A pressão sobre Ratinho Junior aumenta: a indefinição já custou dois pré-candidatos ao PSD (Greca e Curi), embora eles ainda orbitem seu campo. Enquanto isso, o adversário mais competitivo já tem partido definido, palanque montado e vantagem nas pesquisas. Até as convenções (20 de julho a 5 de agosto), o fator decisivo será saber se o governador conseguirá transformar sua aprovação administrativa em unidade política ou se a demora consolidará ainda mais a vantagem de Moro.
Fonte: Correio do Norte (Assessoria) – 7 de abril de 2026